Bonenkai 2012

Um bōnenkai (忘年会) é uma confraternização japonesa que ocorre no final do ano, e é realizado geralmente entre grupos de colegas de trabalho ou de amigos. A finalidade da confraternização, como seu nome implica, é esquecer as consternações e os problemas do ano passado. Um bōnenkai não ocorre em nenhum dia específico, mas são realizados geralmente em dezembro. Bonen – Despedida do Ano Velho. Kai – Reunião, Festa.

As entidades, as empresas, os amigos costumam se reunir para comemorarem a despedida do ano que está terminando, para se encontrarem pela última vez do ano, trocar cumprimentos, avaliar o ano e num ambiente de festa bebendo e comendo muito. Alguns começam a realizar o Bonenkai, já no fim do mês de novembro, pois em dezembro é comum encavalar muitas festas, que podem ser simples “kais” que são reuniões ou “enkais” que são banquetes. Portanto são eventos muito comuns na Comunidade Nikkey, herdado da Cultura do Japão que não dá muita ênfase às comemorações do Natal.

Wikipedia

Catie Haven da Community Tool Box nos lembra da importância de celebrar independente dos imprevistos ou conflitos. Enquanto um grupo existir e trabalhar para o seu desenvolvimento, esse esforço deve ser reconhecido. Nós não temos controle sobre o que vai acontecer conosco, apenas como vamos reagir. Mais importante do que atingir metas é nunca desistir. Uma metáfora que pode fazer sentido para maioria é:

Não importa quantas vezes você é derrubado. O que importa é se você vai levantar ou ficar no chão.

Celebramos nos momentos felizes e difíceis por reconhecer o empenho de tantos no grupo, para reforçar os laços de amizade e refletir sobre o passado e sobre  momentos de transição.

Tanabata Keiko 2012

Anteontem, dia 07 de agosto, foi realizado um treino especial no ginásio que nos permitiu fazer uma prática um pouco mais dinâmica, sem se preocupar com paredes e espelhos.




O Tanabata Matsuri (festival das estrelas) celebra a história de um jovem casal que se encontra somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem a ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.

Na mitologia japonesa, este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).

O festival que celebra esta história de amor teve início na Corte Imperial do Japão há cerca de 1.150 anos, e lá tornou-se feriado nacional em 1603. No Brasil o primeiro festival Tanabata foi realizado na cidade de Assaí no Estado do Paraná no ano de 1978.


Obrigado ao grupo de Aikido da FUNCEL, à coordenação de esportes da FUNCEL, ao Shoshin Dojo, à minha esposa e enfim a todos que participaram e de alguma forma contribuiram com a organização e preparação para que esse treino fosse possível.

Um dia de exame

Este foi um dia de exame diferente, não apenas porque todos os exames eram para primeiro kyu e a minha mãe (que mora a 4.000km de distância) pode me dar o grande presente de estar presente. Mas também porque eu pude passar a manhã inteira trabalhando numa horta comunitária antes de realizar o exame.

Aikido é cultivo

Aikido é cultivo

Esse é um fato especial porque além de serem duas das minhas atividades preferidas (praticar Aikido e cultivar com amigos e familiares), eu pude me aproximar da concepção original do Aikido. Falarei disso com mais detalhes em outro momento, mas para dar um exemplo do que eu estou falando, em Iwama, o local escolhido por Ô-Sensei para montar seu dojo e sentuário, os uchideshis tinham que carpir e cuidar da horta pela manhã antes de poder praticar Aikido no período da tarde e Ô Sensei afirmava com frequência que:

Aikido é budo e agricultura.
Aikido e cultivo são a mesma coisa.

Morihei Ueshiba
Ô Sensei

Montando a cerca

Montando a cerca

Grupo da horta

Grupo da horta

Ter a possibilidade de me aproximar desta visão e prática é muito importante para mim. Nossa Sensei costuma falar que precisamos ter confiança em nós mesmos, sem permitir que isso se torne arrogância. Poder compartilhar tudo isso com meus companheiros do Shoshin, com amigos e com minha família reforçou minha confiança.

Afinal de contas, o importante não é passar no exame de faixa. Errar é natural e todos fracassam mais cedo ou mais tarde. O verdadeiro desafio é bater a poeira, ficar de pé e tentar de novo. E se tem algo que aprendemos no Shoshin Dojo é cair e levantar. E com certeza, faz todo diferença do mundo quando não se está sozinho.

Obrigado a todos, especialmente minha esposa e filha – fontes contínuas de energia e inspiração, que acreditaram em mim e meus companheiros examinados. Obrigado pela presença, pelo incentivo, pela inspiração e pela torcida de longe.

Domo arigato